segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

saudades...

segunda-feira é um dia tão morto quanto domingo (pra mim, é claro).
são 1h34 da madrugada, meu olhos imploram para não deitar-me na cama e minha incrível sede de escrever, felizmente, apareceu.
quer saber? estou DOIDA de saudades. doida mesmo! pinéu!
não me mostre cenas de beijos, abraços e afagos que já estou a beira do surto.
juro, não é nada bom suportar um coração moído e dilacerado pelos quilômetros (que insistem em ser muitos).

agradeça! agradeça muuuito se você ama seu vizinho!
'nada pior do que te ver ficar distante pela janela de trás do carro'

enfim, te amo.

ócios do ofício

faz tempo, não?
bom, as coisas continuam as mesmas (mentira).
uns quilos a mais, vontades a mais, saudades a mais, amor a mais. tudo a mais, de fato.
e se me perguntarem se estou bem... olha, a curto prazo (leia-se 'agora') até que estou. não sei exatamente o sentido dessa alegria imediata, mas parece que esse solzinho das 14h00 me encheu a alma de cintilantes.
mas, diariamente, tenho uns momentos negros que até desejo apagar da memória. tenho de viver dois meses de puro ócio e cheios de 'nada-pra-fazer'.
e isso, eu juro, não supero.
para uma ansiosa de plantão, espaços vagos durante o dia só servem pra roer unhas e trepidar as pernas.

a procura de atividades (ovos de páscoa, artesanato e pic-nic no parque são bem-vindos)

domingo, 24 de fevereiro de 2008

bem-vindas

bom, na esperança de sair da rotina, mamãe teve a brilhante idéia de convidar minhas lindas priminhas para um final de semana memorável (ênfase no 'memorável', please).
a chegada (sexta-feira) delas foi linda! abraços de saudade, 'nossa! como estão grandes!', papos de família e bla-blá-blás.
até que clarice (a mais nova) se encantou com uma cadeira, a qual fez de armadura. causou mais destruição a casa (e a si mesmo, como se não bastasse) do que cegos competindo artilharia.
luiza (a mais velha), eu juro, mal abriu a boca.
mas, em meia hora, erguem uma cabaninha na sala, amarram lençóis nas janelas e cadeiras, estocam colchões e almofadas e anunciam 'ninguém entra! só a tia neuza!'
ok ok, eu supero a segregação.
desde então, venho aguentando ofensas simpáticas de uma fofa criatura, saltos mortais colchão-sofá-puff, chuva de pipocas e uma louca mania de fazer da minha casa o escritório, o clube, a passarela e o navio pirata. imaginação, realmente, é tudo.

todo caso, eis que chega as 21h00 de domingo e as 'gracinhas da priminha' vão embora.
e eu não precisarei ouvir 'cara de bunda podreeee!' por um bom tempo.

c'est fini

domingo, 30 de setembro de 2007

eu te amo.

ela inclinou a cabeça pra cima, olhou pra janela e sorriu
seu olhos se encharcaram da mais pura essência da alegria imensa
percebeu que jamais tinha se sentido assim, e nunca havia notado tanta diferença em si
o coração entrou em outro compasso há cerca de dois meses
os sorrisos só tinha um destino
o corpo louco pra se arremessar num único abraço
as mãos procuram sempre as mesmas mãos
e a sede de amar já não existe - ela simplesmente ama.


'não é um amor, é o próprio amor'
- e ele existe, eu sei.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

muito! muito!


muito além da complicidade
da intimidade
das meias frases
de outros alardes

muito além da compreensão
da paixão
dos dedos de prosa
da mais preciosa

muito mais que a luz
vai além da flor
muito mais que a vida
deve ser amor

domingo, 2 de setembro de 2007

rotina

hoje eu vi uma garça
meio mundo de artesãos
uma dúzia de violonistas
sorrisos senis
mulambos e cacarecos
camisas sortidas
rabiscos em prova
um filme antigo
lágrimas no espelho
vontades inertes
passagem de ônibus pra longe
arco-íris preto e branco
azulejos vertiginoso
fotos bucólicas
poemas mal escritos
dilemas mal resolvidos
amores não encontrados

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

imperecível

não se fala de calvice, tampouco de rugas visíveis
mas esse coração já está velho
balbucia palavras em tons distintos
rebusca na mente artificios concisos
talha novas maneiras de pintar o mundo
suprime toda necessidade de ódio profundo
faz poesia em gotas de tinta fresca
ou percebe encantos em figura pitoresca
range os dentes de latente saudade
não percebe sequer mera ou ligeira vontade
de pensar em outra maneira de amar a vida
senão por qualquer maneira sublime e colorida
já que a uma hora dessas, o coração só quer amar
o amor não é qualquer, o amor é de chorar
por essa dor escondida no peito
de quem se descobre e cobre no leito
na pervesidade sonora dos cantos
que, dentre todos os outros encantos,
provoca uma amargura que se aflora
de nome que ninguém decora
um tal de amor saudoso
castigando o peito choroso
esse, garanto, não finda jamais

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

velha desordem tabatal

essa cama desarmada
esses suspiros mal-acabados
essa figura pitoresca emoldurada numa peça torta
essa viola desafinada
esses olhos borrados
e essa dor latente no peito
quem por acaso tem nome
mas... esquece!

aliás, isso sou eu...

alguém que acolhe prantos
que colhe cantos
ama lendas e cores
menina de muitos amores

carrega a surpresa do instante
de viver com gente brilhante
marcando riso, criando laço
leva a vida num abraço



~ a saudade é a maior prova de que o passado valeu a pena


(ex-profile)

quinta-feira, 19 de julho de 2007

musicália

ela vem com suas asas a voar
ela sabe dos seus lindos sonhos vermelhos...

girassol
gira-gira
gira mundo
girassol
gira flor, vermelha...

plantei essa canção pra ir além
pra lembrar de um tempo que não vem
e viajar, voar ao lado
das borboletas azuis
voando... voando...

rimar teu sonho com amor
te abraçar antes do sol se por
crepusculando a dor
fazendo sons em flor

não chores mais, amor
lágrimas não mais
a saudade é uma pena
que não se afaga jamais